Puerpério. O dia estava ensolarado e pude fazer o passeio da manhã com Joaquim. Fomos à pracinha e ao supermercado. Na pracinha fiz uma amiga (que também está no puerpério): conversamos sobre amamentação, vacinas, efeitos nos bebês e tempo de sono dos bebês. No supermercado a caixa disse que sempre que eu vou lá Joaquim está dormindo no sling. Joaquim dormiu na hora do almoço e eu pude almoçar sentada à mesa uma comida bem sincera preparada por Geisa com direito a repeteco, limonada com couve, sobremesa e a companhia de Wladimir. Um luxo. A tarde fui ao salão. Joaquim ficou no colo de Geisa - ela ninando ele, ele dormindo e eliminando gases. Quando ele veio para o meu colo mamar, senti o cheiro dela nele. Senti ciúmes pela primeira vez, mesmo assim agradeci por ela ter um colo tão macio. No início da noite Joaquim dormiu e eu o coloquei deitado no sofá. Consegui ligar o notebook, enviar um e-mail e ele acordou (tem outro e-mail que precisa ser enviado atrasado há dias). Agora eu estou aqui com Joaquim deitado em meu colo em seu soninho de passarinho escrevendo pelo celular esse texto enquanto penso que até a chegada de Wladimir da universidade eu terei muito tempo de colocar pra dormir/ acordar chorando/ acalmar/ dar de mamar/ colocar pra dormir/ tentar fazer algo nesse intervalo. Tentar fazer algo durante os momentos de sono do bebê é uma tortura. Ou isso está no pacote do puerpério.

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