Hospital é um lugar de tragédias

Quinta-feira. A recepção do hospital está movimentada. Respiro fundo e sigo para quarto do enfermo. Cruzo com um padre no corredor. Uma senhora ficou viúva; o seu esposo, segundo fico sabendo, foi atropelado por um ônibus enquanto pedalava e não resistiu a cirurgia na perna. Vou acompanhando Wladimir para o centro cirúrgico desviando o pensamento da notícia recente.

Hospital é um lugar de reconciliações

Sexta-feira. Sei que Wladimir dormiu bem. Enquanto aguardo na recepção o momento de entrar, uma senhora loira se aproxima e pergunta de onde eu sou, porque estou ali, quem é o bebê. Explico e pergunto. A loira é mãe do irmão mais novo do jovem que está nas últimas. Aquele que foi atropelado pelo ônibus enquanto pedalava tem, na verdade, 20 anos; a mulher inconsolável de ontem é a sua mãe. A loira me pede para identificar a mãe do acidentado, eu lembro o olhar desesperado da ex-quase-viúva, identifico e lhe aponto. Ela receia a sua reação. Apesar da dúvida em relação ao acolhimento da mãe do acidentado (por ser ex do ex), ela vai cumprimentá-la. Testemunho o abraço, o choro, a conversa.

Hospital é um lugar de revelações

Depois do interrogatório, percebi que a curiosidade da senhora loira justifica-se: descobriram que o rapaz de 20 anos que foi atropelado enquanto estava pedalando e está nas últimas tem um filho de 8 meses; o bebê e mãe estão a caminho do hospital e chegarão a qualquer momento.

Hospital é um lugar de expectativas

O jovem de 20 anos que foi atropelado enquanto pedalava e ontem estava nas últimas (por isso toda família foi chamada) está reagindo bem ao tratamento. Até o momento o bebê de oito meses e a sua mãe não chegaram.

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